Federação suspende Mosquito
A Federação Angolana de Futebol (FAF) suspendeu o ex-Presidente do Clube Recreativo da Caála (CRC), Horácio Mosquito, na sequência da denúncia dos supostos casos de corrupção no futebol nacional denunciados públicamente em conferência de imprensa pelo ex-dirigente caalense.De acordo com comunicado oficial, a FAF não considerou...

Federação suspende Mosquito

Corrupção no Futebol Angolano · Federação Angolana de Futebol · Girabola

A Federação Angolana de Futebol (FAF) suspendeu o ex-Presidente do Clube Recreativo da Caála (CRC), Horácio Mosquito, na sequência da denúncia dos supostos casos de corrupção no futebol nacional denunciados públicamente em conferência de imprensa pelo ex-dirigente caalense.

De acordo com comunicado oficial, a FAF não considerou como provadas as acusações proferidas por Horácio Mosquito, sendo que entendeu suspendê-lo pelo período de 360 dias e sujeitá-lo ao pagamento de multa de 300 mil Kwanzas com base na "gravidade das declarações proferidas" e nos "danos morais causados à FAF, aos seus membros e outras pessoas ligadas ao futebol" e ao "facto de o mesmo não ter provado em sede própria" as denúncias, com "declarações que transcendem o regime disciplinar desportivo". A deliberação dita que "No período em que vigorar a execução da pena aplicada ao mesmo, deve este abster-se de fazer quaisquer pronunciamentos públicos, sob pena de o Clube Recreativo da Caála incorrer em pena acessória conforme o caso". A FAF determina que "seja feita uma participação junto do Ministério Público e demais órgãos competentes", por se tratar de um caso do "foro criminal".

A FAF chega mesmo a sugerir o banimento de Horácio Mosquito qualquer actividade em todos os desportos, o que transcende a sua acção, apelando para tal directamente ao Ministério da Juventude e dos Desportos.

Transcreve-se de seguida o comunicado na íntegra, que passamos a citar:

"Pelos factos descritos na nota de culpa, o Conselho de Disciplina analisado o relatório Instrutor do Processo, deliberou o seguinte:

1 - Aplicar ao Senhor Horácio Mosquito, até altura dos factos Presidente do Clube Recreativo da Caála, a pena de suspensão de 360 dias (Trezentos e Sessenta) dias de toda actividade ligada ao Futebol nos termos do nº 1 do artigo 61º conjugado com o artigo 98º todos do Regulamento de Disciplina, e multa equivalente em Kz. 300.000,00 (Trezentos Mil Kwanzas);

2 - A penas de multa aplicada deve ser liquidada no prazo de 10 dias no termos do disposto no artigo 24º, sob pena desta ser agravada nos termos do disposto no artigo 24º ambos do RD/FAF;

3 - O Clube Recreativo da Caála é responsável pelo pagamento da multa aplicada ao mesmo nos termos do disposto no nº 2 do artigo 25º do RD/FAF;

4 - No período em que vigorar a execução da pena aplicada ao mesmo, deve este abster-se de fazer quaisquer pronunciamentos públicos sob pena do Clube Recreativo da Caála incorrer em pena acessória conforme o caso, nos termos do disposto no nº 2 do artigo 61º relativamente as mensagens veiculadas pelos órgãos e espaços da comunicação social e actuação dos seus dirigentes e responsáveis.

Para o efeito tendo em conta a gravidade das declarações proferidas os danos morais causados a Federação Angolana de Futebol aos seus Membros e outras pessoas ligadas ao Futebol e o facto do mesmo não ter provado em sede própria os factos constantes das referidas declarações, incorre o mesmo no seguinte:

a) Que a tendo em conta que as declarações proferidas pelo infractor transcendem o regime disciplinar desportivo, que Secretaria Geral da Federação Angolana de Futebol nos termos do disposto no Artigo 9º do RD, seja feita um participação junto do Ministério Público e demais órgãos competentes a ocorrência pois estas revestem o fórum criminal;

b) Que a Secretaria Geral da Federação Angolana de Futebol comunique o Ministério da Juventude e desportos que a pena aplicada seja extensiva ao exercício da função de agente desportivo noutras modalidades;

c) Que a Secretaria Geral da Federação Angolana de Futebol notifique a instância máxima do Futebol Africano a medida aplicada;"

Quanto aos supostos actos de corrupção, o comunicado é omisso sobre os detalhes dos mesmos, sendo que ficaremos a aguardar outro eventual comunicado sobre quais as declarações específicas que foram analisadas e levaram à presente deliberação.